No ano passado me permiti mudar algo que dependia de mim. Havia uma pessoa que havia me magoado muito e com quem eu não falava há quase dois anos. Nós convivíamos diariamente, pois estudamos juntos. E continuaremos a estudar ainda por mais dois anos.
Bom, essa pessoa sempre se mostrou, pra mim, imatura, inconsequente. Eu julgava que não mereceia minha amizade. Mesmo os trabalhos em que éramos obrigados a trabalhar juntos, não fluía bem. Pelo menos eu não ficava à vontade pra interagir.
No último semestre, essa pessoa deu mostras de querer voltar a falar comigo. Eu desprezei, é claro. (Sou meio intolerante, às vezes...) Nossos colegas ficavam me chamando atenção para essas tentativas de aproximação, e eu afirmava, enfática, que nunca iria voltar a falar com esta pessoa.
Um dia, em casa, assisti pela milésima vez, o filme A paixâo de Cristo (aquele de Mel Gibson). Chorei muito e me coloquei no meu lugar. De reles mortal, pecadora. Não sou melhor do que ninguém. Não posso julgar ninguém. Posso tentar escolher as minhas amizades, mesmo os colegas. Mas não posso me julgar superior que eles, ou elas. Então, numa atitude de humildade, durante o último dia do semestre, preparei um presente ( o livro Cinco minutos de José de Alencar) e após me colocar à frete dos demais colegas, assumi tudo o que escrevi aqui, relatei o filme, como ele mexia comigo emocionalmente,e ao final, quando pronunciei a quem seria o presente a sala veio abaixo. Quando entreguei o presente e abracei aquela pessoa que me ensinou tanto sobre mim mesma, não contive a emoção e fui às lagrimas...
Sei que a pessoa também, se emocionou, pois a surpresa foi geral.
Enfim, nas despedidas algumas colegas vieram me falar, e me cumprimentaram pela ação. Sei que, independentemente disso, eu já estava satisfeita com o que fizera, mas, saber que outras pessoas também se emocionaram foi gratificante. Isso me deu a certeza que que fizera a coisa certa.
Não sei como nossa relação vai prosseguir daqui por diante, mas, sei que fiz a minha parte e minha atitude foi sincera, foi real.
De resto, peço a Deus maturidade e serenidade pra enfrentar todas as bareiras e obstáculos que a vida me oferecer. Para poder, sempre, tomar a atitude certa. Se não pra mim, para os outros.
"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz..."
Silvana Santos.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
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