terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Reflexão...

Quantas vezes nesta vida nos vemos diante de uma oportunidade e pensamos um mulhão de vezes se aceitamos, se seguimos adiante ou deixamos a vez passar?
Hoje, mais madura e mais intolerante, vejo quantas coisas passaram diante dos meus olhos à espera de que eu estendesse a mão para agarrar e eu nem ao menos me dei conta disso.
Talvez estivesse agora em outro lugar, conhecendo outras pessoas...
Por outro lado, penso se realmente nosso destino já está traçado.
Será que diante da imensidão deste mundo e da certeza, ou melhor, da fé, de que somos abençoados por uma força que nos quer muito bem, nossas vidas já estão escritas no livro da existência e apenas cumprimos nossa missão predestinada?
Como posso saber que estou no caminho certo? Saber que estou cumprindo a minha verdaderia missão aqui, neste mundo?
Certamente são questões que têm passado desde os primórdios.
Filosoficamente, procuro questões não para obter respostas, mas para exercer a eterna criança que existe em mim...
Infelizmente ao crescermos, vamos perdendo o dom de perguntar e nos acostumamos com a hipocrisia existente que nos rodeia.
Quantos de nós nos irritamos diante de uma criança indagadora? São vários por quês de questões que somente as crianças são capazes de formular. Lembro de minha irmã que comentou certa vez que seu filho com três anos perguntou-lhe de chofre: "Mãe, por quê meu pinto fica duro quando vejo a banheira do Gugu?". Minha irmã só faltou morrer.
Respondeu algo a respeito do dormir e acordar do referido órgão.
Eu mesma, perguntada sobre "como era transar", mesmo já fazendo o bacharelado em pedagogia me vi sem saber como responder. Sabemos a resposta, na maioria das vezes, mas temos medo de explicar. De não saber usar as palavras corretas. O mais triste é que pedi orientação na escola que a minha filha estudava e fui orientada pela diretora e dona da escola a "enrolar" associado transar com transações comerciais. Ou pior, dizer a ela que isso era coisa que só quem é CASADO faz... Detalhe: sou mãe solteira... Mais uma vez seria um discurso vazio totalmente diferente da prática.
Na falta de mais ajuda, recorri à história da sementinha.
Agora, três anos depois, já respondi a pergunta sem corar, sem gaguejar.
Mas foi preciso rir e chorar para saber que cada um tem a resposta certa. Se fosse a filha de qualquer outra pessoa, eu não titubearia em responder. Tomando é claro o cuidado de usar as palavras corretas.
Quando a coisa é conosco, todo o contexto muda de figura. A isso chamo de hipocrisia.
Que seria da nossa sociedade sem essa (bendita) palavra?
Como fingir estar no caminho certo? Ainda que esse fingimento seja para si mesma...
Como esconder um cometário ou sentimento ruim?
Refletindo, cheguei a conclusão de que posso mentir pra quem quiser. Sim, porque hipocrisia é nada mais e nada menos que mentira! Ser hipócrita é ser mentiroso.
Só não posso mentir pra mim mesma. Isso é fato. Senão, não me reconhecerei e não poderei pedir a Deus que me ajude no meu caminho, e que me carregue nos braços toda vez que em que eu me desviar ou esmorecer.

Palavra do dia: FÉ.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Esperança

No ano passado me permiti mudar algo que dependia de mim. Havia uma pessoa que havia me magoado muito e com quem eu não falava há quase dois anos. Nós convivíamos diariamente, pois estudamos juntos. E continuaremos a estudar ainda por mais dois anos.
Bom, essa pessoa sempre se mostrou, pra mim, imatura, inconsequente. Eu julgava que não mereceia minha amizade. Mesmo os trabalhos em que éramos obrigados a trabalhar juntos, não fluía bem. Pelo menos eu não ficava à vontade pra interagir.
No último semestre, essa pessoa deu mostras de querer voltar a falar comigo. Eu desprezei, é claro. (Sou meio intolerante, às vezes...) Nossos colegas ficavam me chamando atenção para essas tentativas de aproximação, e eu afirmava, enfática, que nunca iria voltar a falar com esta pessoa.
Um dia, em casa, assisti pela milésima vez, o filme A paixâo de Cristo (aquele de Mel Gibson). Chorei muito e me coloquei no meu lugar. De reles mortal, pecadora. Não sou melhor do que ninguém. Não posso julgar ninguém. Posso tentar escolher as minhas amizades, mesmo os colegas. Mas não posso me julgar superior que eles, ou elas. Então, numa atitude de humildade, durante o último dia do semestre, preparei um presente ( o livro Cinco minutos de José de Alencar) e após me colocar à frete dos demais colegas, assumi tudo o que escrevi aqui, relatei o filme, como ele mexia comigo emocionalmente,e ao final, quando pronunciei a quem seria o presente a sala veio abaixo. Quando entreguei o presente e abracei aquela pessoa que me ensinou tanto sobre mim mesma, não contive a emoção e fui às lagrimas...
Sei que a pessoa também, se emocionou, pois a surpresa foi geral.
Enfim, nas despedidas algumas colegas vieram me falar, e me cumprimentaram pela ação. Sei que, independentemente disso, eu já estava satisfeita com o que fizera, mas, saber que outras pessoas também se emocionaram foi gratificante. Isso me deu a certeza que que fizera a coisa certa.
Não sei como nossa relação vai prosseguir daqui por diante, mas, sei que fiz a minha parte e minha atitude foi sincera, foi real.
De resto, peço a Deus maturidade e serenidade pra enfrentar todas as bareiras e obstáculos que a vida me oferecer. Para poder, sempre, tomar a atitude certa. Se não pra mim, para os outros.

"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz..."

Silvana Santos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Hoje...

Hoje, ouvindo Gonzaguinha fiz uma reflexão sobre os primeiros meses deste ano.
Foi meio traumático já no romper do ano. Brigas, discussões, mágoas que não foram diretamente pra mim, mas atingiu pessoas de quem gosto... Consequentemente, me atingiu também.
Houve festas, lavagens, trios e bandas de montão. Correu tudo relativamente bem. Pelo menos emocionalmente. Putz, no início deste mês a coisa desandou... Tá difícil. Decepções, brigas, mágoas, ressentimentos, agressões verbais, fuga, ignorância, arrogância e desprezo misturados à certeza de que é um caminho sem volta...
Tô chateada, porque outras coisas seguiram além disso...
Mentiras, coisas infantis que ganham grandes proporções. Realizados por crianças mas com "cara" de marginalidade, sabe? Como se o vislumbre do futuro fosse negro... A coisa tá descambando por todos os setores da vida: familiar, pessoal, emocional, afetivo, escolar...
As noites ficam longas e os dias curtos, dá uma vontadde de sumir, de fugir, de ser confortada, acalentada. Como se sentir pena de si mesmo fosse parte da solução. Nunca sei a diferença entre refletir coerentemente sbre um problema ou uma situação ou sentir pena de si mesmo. Acho que é tudo a mesma coisa. Só posso resolver as coisas depois de me "guardar" em mim mesma, por um tempo indefinido. Algumas pessoas sensíveis entendem, outras acham que é se fazer de vítima... Enfim, esse fim de semana vou "guardar-me" e tentar encurtar o tempo pra resolver as coisas...
É isso.

Palavra do dia: Confusão.