quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Consciência...

É incrível como somos capazes de renegar algo que nos é dado de presente. É inacreditável como, além de renegar a este presente que poderia nos tornar pessoas melhores e vencedoras, ainda nos prestemos a destruir esse presente que outras pessoas valorizam, utilizam e vencem com isso.
Como podemos, Pai, ser tão mesquinhos e pequenos?
Como podemos viver a imagem e semelhança do mal?
Como isso pode nos regalar, Senhor?
Pai, mostra-me o caminho...
Sejas mais explícito, pois tudo o que tem nos mostrado, as doenças contagiosas, as desgraças da humanidade, a revolta da natureza, a fome, a miséria, a desvalorização da afetividade, a desvalorização que pregamos (e agimos!) da vida, as guerras, a ignorância, o mal encarnado no ser humano. Tudo isso que tem nos mostrado Senhor, não nos faz ver. Estamos vendados, ó Pai!
Desvenda-me Deus, para que eu possa sentir-me tua filha.
Amém!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Palavra-Chave: Tristeza.


Às vezes uma tristeza me invade e o que me deixa mais inconformada é que não posso fazer muito para superar esse sentimento...
Agora mesmo sinto-me invadida por uma tristeza tão grande que ghega a doer. Fico angustiada com o comportamento de algumas pessoas. Desde a mais tenra idade, me policio quanto a ser correta e justa para com os outros. Mais tarde descobri que isso se chama ética. Não aquela ética etmológica, formal. Aquerla que vem de dentro na mais pura expressão de humanidade. Aquela ética que você não adquire por simplesmente escrever ou decorar, mas aquela que você sente entranhada na sua pele, que faz parte do seu corpo. É assim que me sinto.
Seria hipocrisia não admitir meus acessos de egoísmo. Claro, Deus me fez humana, mortal e pecadora. Porém nesses momentos, procuro me conscientizar dos defeitos dessa raça, a humana. Sem esses momentos, nossa própria hstória não existiria. Esses conflitos de existência permearam e permeiam nossas vidas. Afinal é através disso que são construídas e desconstruídas verdades e mentiras.Meu sentimento de tristeza para com a falta de ética não é pura e simplesmente implicância por alguns que se acham "donos da verdade". Eu sinto vergonha desses comportamentos. Eu sofro horrivelmente não preocupada com que pensam, nem sobre mim nem sobre meu mundo. Minha verdadeira preocupação é com o mundo de todos nós. Afianl temos que conviver com diversas pessoas que têm e não têm caráter. A vida nos obriga a isso e com isso aprendemos muito mais sobre nós mesmos.
Minha tristeza vem dessa constatação: quais são as expectativas dessas pessoas ante o mundo à sua frente? Quais serão as constribuições dadas a esse mundo? Até que ponto interferirão positiva e negativamente nesse mundo?
Penso e repenso nesses e outros pontos. E o futuro que vejo não é bonito nem para minha filha nem para os filhos de outras pessoas.
Olhando ao meu redor, vejo crianças adultas, adultos infantis, valores imorais, valores inexistentes, desesperança, desigualdades. Enfim, uma soma de todos os meus temores.
Assisti a um filme onde um bruxo (interpretado por Jack Nicholson) se vingava de suas ex-amantes (interpretadas por Cher, Michele Pfiffer e Susan Sarandon) realizando seus maiores medos. Sinto-me assim, tomada por uma desesperança nas pessoas.

Nesses momentos em que me encontro voltada para o outro, avaliando suas ações, examinando suas intenções e vendo as maldades de que somos capazes, nós que nos dizemos seres humanos, tenho vergonha de ter tido a dádiva de nascer, crescer e me transformar em alguma dessas pessoas das quais abomino. Essa rejeição não se dá por pré conceitos, preconceitos, simpatias ou afetividades. Essa rejeição se dá pela consciência de que nos foi dado tanto e temos devolvido tão pouco. Somos incapazes até mesmo de reconhecer nossos sentimentos verdadeiros. Vivemos em mundo todo voltado à hipocrisia, à valorização pessoal em detrimento dos outros, um mundo voltado apenas às vantagens pessoais. Tenho vontade de vomitar...

Deus, dai-me forças para que supere minhas tristezas. Que eu possa ser uma pessoa melhor para meus irmãos, que eu seja uma pessoa mais humilde, mais sensata, mais calma, menos estressada, mais justa, mais humana. Dai-me forças, Pai, para que eu levante todas as vezes em que as agruras deste mundo me afligir. Senhor, carrega-me nos teus braços toda vez que minhas pernas fraquejarem. Encha-me Senhor da tua misericórdia protegendo-me e a todos à minha volta, a todos ao meu redor. Obrigada, Amém.




sexta-feira, 14 de março de 2008

Mudanças

Tantas coisas aconteceram desde minha última postagem...
Ai, ai...
Mudanças de comportamentos, reavaliação de pensamentos e atitudes.
Aliás tudo que começa com re- é bom.
Veja só, re-pensar, re-começar, re-avaliar.
Pode não ser bom desenvolver essas ações, mas o resultado final sempre é positivo, afinal, mesmo errando se acerta.
Tenho um professor que não diz "cometi um erro". Ele diz "tentativa de acerto". Sábio, não?
Estou animada para o fim de semana, pois será a primeira viagem que farei este ano. E o melhor, libertada de todas as amarras que poderiam de alguma forma me prender.
Vou fazer o que gosto (estudar) e de quebra vou passear pela Salvador que eu amo.
Estou animadíssima!
Que venham todos os fins de semana e que suas promessas sejam verdadeiras.
Um beijo e até mais!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Reflexão...

Quantas vezes nesta vida nos vemos diante de uma oportunidade e pensamos um mulhão de vezes se aceitamos, se seguimos adiante ou deixamos a vez passar?
Hoje, mais madura e mais intolerante, vejo quantas coisas passaram diante dos meus olhos à espera de que eu estendesse a mão para agarrar e eu nem ao menos me dei conta disso.
Talvez estivesse agora em outro lugar, conhecendo outras pessoas...
Por outro lado, penso se realmente nosso destino já está traçado.
Será que diante da imensidão deste mundo e da certeza, ou melhor, da fé, de que somos abençoados por uma força que nos quer muito bem, nossas vidas já estão escritas no livro da existência e apenas cumprimos nossa missão predestinada?
Como posso saber que estou no caminho certo? Saber que estou cumprindo a minha verdaderia missão aqui, neste mundo?
Certamente são questões que têm passado desde os primórdios.
Filosoficamente, procuro questões não para obter respostas, mas para exercer a eterna criança que existe em mim...
Infelizmente ao crescermos, vamos perdendo o dom de perguntar e nos acostumamos com a hipocrisia existente que nos rodeia.
Quantos de nós nos irritamos diante de uma criança indagadora? São vários por quês de questões que somente as crianças são capazes de formular. Lembro de minha irmã que comentou certa vez que seu filho com três anos perguntou-lhe de chofre: "Mãe, por quê meu pinto fica duro quando vejo a banheira do Gugu?". Minha irmã só faltou morrer.
Respondeu algo a respeito do dormir e acordar do referido órgão.
Eu mesma, perguntada sobre "como era transar", mesmo já fazendo o bacharelado em pedagogia me vi sem saber como responder. Sabemos a resposta, na maioria das vezes, mas temos medo de explicar. De não saber usar as palavras corretas. O mais triste é que pedi orientação na escola que a minha filha estudava e fui orientada pela diretora e dona da escola a "enrolar" associado transar com transações comerciais. Ou pior, dizer a ela que isso era coisa que só quem é CASADO faz... Detalhe: sou mãe solteira... Mais uma vez seria um discurso vazio totalmente diferente da prática.
Na falta de mais ajuda, recorri à história da sementinha.
Agora, três anos depois, já respondi a pergunta sem corar, sem gaguejar.
Mas foi preciso rir e chorar para saber que cada um tem a resposta certa. Se fosse a filha de qualquer outra pessoa, eu não titubearia em responder. Tomando é claro o cuidado de usar as palavras corretas.
Quando a coisa é conosco, todo o contexto muda de figura. A isso chamo de hipocrisia.
Que seria da nossa sociedade sem essa (bendita) palavra?
Como fingir estar no caminho certo? Ainda que esse fingimento seja para si mesma...
Como esconder um cometário ou sentimento ruim?
Refletindo, cheguei a conclusão de que posso mentir pra quem quiser. Sim, porque hipocrisia é nada mais e nada menos que mentira! Ser hipócrita é ser mentiroso.
Só não posso mentir pra mim mesma. Isso é fato. Senão, não me reconhecerei e não poderei pedir a Deus que me ajude no meu caminho, e que me carregue nos braços toda vez que em que eu me desviar ou esmorecer.

Palavra do dia: FÉ.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Esperança

No ano passado me permiti mudar algo que dependia de mim. Havia uma pessoa que havia me magoado muito e com quem eu não falava há quase dois anos. Nós convivíamos diariamente, pois estudamos juntos. E continuaremos a estudar ainda por mais dois anos.
Bom, essa pessoa sempre se mostrou, pra mim, imatura, inconsequente. Eu julgava que não mereceia minha amizade. Mesmo os trabalhos em que éramos obrigados a trabalhar juntos, não fluía bem. Pelo menos eu não ficava à vontade pra interagir.
No último semestre, essa pessoa deu mostras de querer voltar a falar comigo. Eu desprezei, é claro. (Sou meio intolerante, às vezes...) Nossos colegas ficavam me chamando atenção para essas tentativas de aproximação, e eu afirmava, enfática, que nunca iria voltar a falar com esta pessoa.
Um dia, em casa, assisti pela milésima vez, o filme A paixâo de Cristo (aquele de Mel Gibson). Chorei muito e me coloquei no meu lugar. De reles mortal, pecadora. Não sou melhor do que ninguém. Não posso julgar ninguém. Posso tentar escolher as minhas amizades, mesmo os colegas. Mas não posso me julgar superior que eles, ou elas. Então, numa atitude de humildade, durante o último dia do semestre, preparei um presente ( o livro Cinco minutos de José de Alencar) e após me colocar à frete dos demais colegas, assumi tudo o que escrevi aqui, relatei o filme, como ele mexia comigo emocionalmente,e ao final, quando pronunciei a quem seria o presente a sala veio abaixo. Quando entreguei o presente e abracei aquela pessoa que me ensinou tanto sobre mim mesma, não contive a emoção e fui às lagrimas...
Sei que a pessoa também, se emocionou, pois a surpresa foi geral.
Enfim, nas despedidas algumas colegas vieram me falar, e me cumprimentaram pela ação. Sei que, independentemente disso, eu já estava satisfeita com o que fizera, mas, saber que outras pessoas também se emocionaram foi gratificante. Isso me deu a certeza que que fizera a coisa certa.
Não sei como nossa relação vai prosseguir daqui por diante, mas, sei que fiz a minha parte e minha atitude foi sincera, foi real.
De resto, peço a Deus maturidade e serenidade pra enfrentar todas as bareiras e obstáculos que a vida me oferecer. Para poder, sempre, tomar a atitude certa. Se não pra mim, para os outros.

"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz..."

Silvana Santos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Hoje...

Hoje, ouvindo Gonzaguinha fiz uma reflexão sobre os primeiros meses deste ano.
Foi meio traumático já no romper do ano. Brigas, discussões, mágoas que não foram diretamente pra mim, mas atingiu pessoas de quem gosto... Consequentemente, me atingiu também.
Houve festas, lavagens, trios e bandas de montão. Correu tudo relativamente bem. Pelo menos emocionalmente. Putz, no início deste mês a coisa desandou... Tá difícil. Decepções, brigas, mágoas, ressentimentos, agressões verbais, fuga, ignorância, arrogância e desprezo misturados à certeza de que é um caminho sem volta...
Tô chateada, porque outras coisas seguiram além disso...
Mentiras, coisas infantis que ganham grandes proporções. Realizados por crianças mas com "cara" de marginalidade, sabe? Como se o vislumbre do futuro fosse negro... A coisa tá descambando por todos os setores da vida: familiar, pessoal, emocional, afetivo, escolar...
As noites ficam longas e os dias curtos, dá uma vontadde de sumir, de fugir, de ser confortada, acalentada. Como se sentir pena de si mesmo fosse parte da solução. Nunca sei a diferença entre refletir coerentemente sbre um problema ou uma situação ou sentir pena de si mesmo. Acho que é tudo a mesma coisa. Só posso resolver as coisas depois de me "guardar" em mim mesma, por um tempo indefinido. Algumas pessoas sensíveis entendem, outras acham que é se fazer de vítima... Enfim, esse fim de semana vou "guardar-me" e tentar encurtar o tempo pra resolver as coisas...
É isso.

Palavra do dia: Confusão.