terça-feira, 20 de maio de 2008

Palavra-Chave: Tristeza.


Às vezes uma tristeza me invade e o que me deixa mais inconformada é que não posso fazer muito para superar esse sentimento...
Agora mesmo sinto-me invadida por uma tristeza tão grande que ghega a doer. Fico angustiada com o comportamento de algumas pessoas. Desde a mais tenra idade, me policio quanto a ser correta e justa para com os outros. Mais tarde descobri que isso se chama ética. Não aquela ética etmológica, formal. Aquerla que vem de dentro na mais pura expressão de humanidade. Aquela ética que você não adquire por simplesmente escrever ou decorar, mas aquela que você sente entranhada na sua pele, que faz parte do seu corpo. É assim que me sinto.
Seria hipocrisia não admitir meus acessos de egoísmo. Claro, Deus me fez humana, mortal e pecadora. Porém nesses momentos, procuro me conscientizar dos defeitos dessa raça, a humana. Sem esses momentos, nossa própria hstória não existiria. Esses conflitos de existência permearam e permeiam nossas vidas. Afinal é através disso que são construídas e desconstruídas verdades e mentiras.Meu sentimento de tristeza para com a falta de ética não é pura e simplesmente implicância por alguns que se acham "donos da verdade". Eu sinto vergonha desses comportamentos. Eu sofro horrivelmente não preocupada com que pensam, nem sobre mim nem sobre meu mundo. Minha verdadeira preocupação é com o mundo de todos nós. Afianl temos que conviver com diversas pessoas que têm e não têm caráter. A vida nos obriga a isso e com isso aprendemos muito mais sobre nós mesmos.
Minha tristeza vem dessa constatação: quais são as expectativas dessas pessoas ante o mundo à sua frente? Quais serão as constribuições dadas a esse mundo? Até que ponto interferirão positiva e negativamente nesse mundo?
Penso e repenso nesses e outros pontos. E o futuro que vejo não é bonito nem para minha filha nem para os filhos de outras pessoas.
Olhando ao meu redor, vejo crianças adultas, adultos infantis, valores imorais, valores inexistentes, desesperança, desigualdades. Enfim, uma soma de todos os meus temores.
Assisti a um filme onde um bruxo (interpretado por Jack Nicholson) se vingava de suas ex-amantes (interpretadas por Cher, Michele Pfiffer e Susan Sarandon) realizando seus maiores medos. Sinto-me assim, tomada por uma desesperança nas pessoas.

Nesses momentos em que me encontro voltada para o outro, avaliando suas ações, examinando suas intenções e vendo as maldades de que somos capazes, nós que nos dizemos seres humanos, tenho vergonha de ter tido a dádiva de nascer, crescer e me transformar em alguma dessas pessoas das quais abomino. Essa rejeição não se dá por pré conceitos, preconceitos, simpatias ou afetividades. Essa rejeição se dá pela consciência de que nos foi dado tanto e temos devolvido tão pouco. Somos incapazes até mesmo de reconhecer nossos sentimentos verdadeiros. Vivemos em mundo todo voltado à hipocrisia, à valorização pessoal em detrimento dos outros, um mundo voltado apenas às vantagens pessoais. Tenho vontade de vomitar...

Deus, dai-me forças para que supere minhas tristezas. Que eu possa ser uma pessoa melhor para meus irmãos, que eu seja uma pessoa mais humilde, mais sensata, mais calma, menos estressada, mais justa, mais humana. Dai-me forças, Pai, para que eu levante todas as vezes em que as agruras deste mundo me afligir. Senhor, carrega-me nos teus braços toda vez que minhas pernas fraquejarem. Encha-me Senhor da tua misericórdia protegendo-me e a todos à minha volta, a todos ao meu redor. Obrigada, Amém.